Urgente: Tremor de terra assusta moradores de Florianópolis

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Um tremor de baixa intensidade foi registrado com epicentro no fundo do mar, a 100 quilômetros de Florianópolis, por volta das 9h20 desta sexta-feira (13), segundo a Rede Sismográfica Brasileira e o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP). Conforme as instituições, o sismo teve magnitude Richter 3,6.



Moradores da Grande Florianópolis relataram nas redes sociais terem sentido o tremor. Ninguém ficou ferido e nenhum dano foi registrado pela Defesa Civil e Corpo de Bombeiros até as 10h30.

 

Os bombeiros informaram que receberam 32 relatos de pessoas que sentiram o tremor na capital. A Defesa Civil do estado confirmou ter sido acionada por moradores do Norte e Sul da Ilha, na capital e em Tijucas, na Grande Florianópolis.

 

“Senti na janela de alumínio que tremeu. Pensei que fosse um caminhão ou ônibus que passou na frente, mas não, estava tudo tranquilo. Eu senti realmente um pequeno tremor”, disse Waldir Fellipe, que mora no bairro Ribeirão da Ilha na região Sul de Florianópolis.

 

O que explica?

 

Segundo o professor Bruno Collaça, pesquisador do centro da USP, tremores como esse são registrados ao menos uma vez por mês no litoral catarinense. Conforme o estudioso, praticamente toda a costa brasileira, desde o estado da Bahia até o Rio Grande do Sul é uma região bastante susceptível a ocorrência de tremores desse tipo.



“É um pouco acima dos tremores que acostumam acontecer todas as semanas no Brasil que são de magnitude 2 a 3, mas ainda assim é um magnitude bem baixa para os padrões mundiais”, explicou.

 

Conforme o professor da USP, praticamente todas as semanas acontecem tremores no Brasil. “A grande maioria deles não é percebido pela população, apenas pelos sismógrafos. A costa brasileira, o nordeste, principalmente os estados do Ceará e Rio Grande do Norte, o sudeste, com Minas Gerais e São Paulo, a região central do país com Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, são áreas bastante propensas a ocorrência de tremores”.

 

Para o sismólogo Juracir Carvalho, da Rede Sismográfica Brasileira o abalo é um fenômeno natural, fraco sem razão para preocupação. “Não há qualquer relação com tsunamis, que nunca ocorrem no Atlântico, sem razão para susto”, complementou.