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Praias atingidas pela ressaca continuam em situação de emergência às vésperas do verão

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Às vésperas de mais uma temporada de verão, diversas praias atingidas pelo avanço do mar continuam em situação de emergência. Em alguns casos, os decretos das prefeituras municipais já foram homologados pelo Estado e reconhecidos pela União, como em Florianópolis. Os recursos para as obras emergenciais na Capital foram liberados essa semana.

 

Com prazo de recuperação das praias para 15 de dezembro, uma semana antes do período de maior movimento de visitantes, o trade turístico de Santa Catarina está cauteloso quanto ao prejuízo causado pelas notícias que circulam no Brasil e no exterior.



– Tivemos praias bastante prejudicadas, fiquei impressionado com as imagens que vi. Sabemos da situação financeira restritiva, por isso dificilmente a recuperação será feita completamente até a temporada e vai ficar por conta da própria natureza – comenta Raphael Dabdab, presidente estadual da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

 

De fato, a perspectiva é de que as praias não se recuperem naturalmente até o início da temporada. De acordo com o diretor da Defesa Civil de Florianópolis, Luiz Eduardo Machado, não se pode esperar que a reposição natural de sedimentos aconteça em menos de 60 dias. O trabalho, agora, é fazer a remoção dos escombros e deixar a orla o mais aproveitável possível:

 

– A limpeza dos escombros será feita assim que o mar recuar, com as equipes da prefeitura. Neste mês, vamos entrar nas praias para promover ao turista a melhor faixa de areia possível, mas é lógico que haverá mudanças no uso das orlas.



Como apontam climatologistas e oceanógrafos, esses fenômenos extremos irão se tornar mais comuns. Atualmente, Santa Catarina ainda sofre relativamente pouco com o avanço do mar em comparação aos países asiáticos, como Indonésia e Japão (atingidos por tsunamis em 2004 e 2011, respectivamente), ou aos países caribenhos (atingidos por três furacões somente neste ano), mas, segundo o oceanógrafo Felipe Pimenta, é preciso ligar o sinal de alerta especialmente no que diz respeito à relação entre o homem e a natureza:

 

– A pior influência antrópica é a ocupação desordenada da zona costeira. As regiões de dunas, que absorvem a energia das ondas, têm muitas construções. O maior planejamento do governo, junto à fiscalização do poder público, é sanar esse problema. São questões que envolvem geografia, oceanografia, engenharia, planejamento urbano… Temos que começar a planejar melhor nossas cidades.

 

Matéria original: www.dc.clicrbs.com.br

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