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Infestação de caramujos africanos preocupa moradores do Sul da Ilha

caramujo africano em Florianópolis
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Moradores do Campeche e outras regiões do Sul da Ilha estão descontentes com vizinhos nada agradáveis: os caramujos africanos. A espécie aumenta a cada dia e pode causar doenças como a angiostrongilíase, que manifesta-se no abdômen e na meninge e nos casos mais graves pode levar à morte.

 

A justificativa para o aumento está no tempo úmido e quente que faz a população de caramujos africanos — que não é nativa da Capital e não possui predador — aumentar significativamente.



Mas o que fazer para evitar a contaminação? Rita de Cássia Costa, aposentada, conta que recolhe de 50 a 60 caramujos por dia no muro e na calçada de casa. “É o dia inteiro limpando. Chega no final da tarde, ou no início da manhã, é todo o dia catando caramujo”, relata. A limpeza é obrigatória para manter os caramujos fora de casa. A infestação atingiu uma rua inteira do bairro Campeche.

 

Além do clima favorável, alguns locais, como terrenos baldios com acúmulo de lixo, auxiliam na proliferação dos moluscos. Maria Luiza de Almeida, aposentada, é vizinha de dois terrenos baldios com muito mato e, por conta própria, limpou as áreas mais próximas dos muros de sua casa, mas isso não impede a chegada dos caramujos até a sua casa. “Já tentamos água sanitária, tentamos o sal e agora estamos usando o lesmicida”, relata.

 

O caramujo sobrevive mesmo submetido a condições adversas. Costuma hibernar no inverno. A espécie está entre as cem piores invasoras de ocorrência mundial. Como não é natural do Brasil, não tem predador. A orientação do Centro de Controle de Zoonoses é que o combate seja feito com a queima dos animais.

 

“A gente sempre recomenda que a pessoa colete todos os que encontrar, inclusive ovos, coloque numa lata para atear fogo, um fogo persistente. Assim que apagar o fogo e eles estiverem frios basta quebrar a concha e enterrar, porque esse calcário é inclusive saudável para o solo”, afirma Cíntia Petroscky, bióloga.



O combate é importante não só para controle da espécie, mas para evitar problemas de saúde. “É importante as pessoas higienizarem os alimentos de forma correta. Nós orientamos a deixar de molho numa solução de um litro de água para uma colher de água sanitária. Deixar de molho por 30 minutos, após isso lavar em água corrente para retirar o excesso da água sanitária e aí está pronto para o consumo”

 

Em Florianópolis, ainda não há relatos de pessoas infectadas por contato com os caramujos, mas amostras coletadas em regiões diferentes da cidade revelaram presença da larva. Enquanto o clima e o ambiente estiverem apropriados para a permanência desses intrusos a vizinhança é que vai mudando a rotina.

 

“As pessoas ficam mais trancafiadas, as crianças não brincam mais aqui com os pais, nem passeiam” conclui Valdenesio Aducimenos, professor.

 

Texto: www.ndonline.com.br/florianopolis/noticias/infestacao-de-caramujos-africanos-preocupa-moradores-do-sul-da-ilha

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